Setembro Amarelo: História, Prevenção e Informações Importantes!

Setembro Amarelo é uma campanha mundial de prevenção ao suicídio, criada para aumentar a conscientização sobre a importância da saúde mental e da valorização da vida.

No Brasil, ela foi oficialmente instituída em 2015, por iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM).

setembro-amarelo-2025-2

Como surgiu?

Em 1994, nos Estados Unidos, um jovem chamado Mike Emme, de apenas 17 anos, era conhecido como um rapaz talentoso, gentil e muito habilidoso em mecânica. Ele tinha restaurado sozinho um Mustang amarelo, que acabou virando seu símbolo entre amigos e familiares.

Apesar da imagem alegre e cheia de vida, Mike sofria silenciosamente e, infelizmente, tirou a própria vida. Não deixou um bilhete de despedida, mas sua morte deixou uma marca devastadora em todos que o conheciam.

Durante o velório, os pais e amigos, em choque, queriam transformar a dor em algo que pudesse ajudar outras pessoas a não passarem pelo mesmo sofrimento em silêncio. Então, prepararam fitas amarelas — da mesma cor do carro de Mike — e as distribuíram uma mensagem simples, mas poderosa:
“Se você estiver passando por dificuldades, peça ajuda.”

Esse gesto de amor e solidariedade se espalhou e, com o tempo, inspirou o mundo inteiro a usar a cor amarela como símbolo da prevenção ao suicídio. Foi assim que nasceu a ideia que, anos depois, se consolidou no movimento internacional e, no Brasil, se transformou oficialmente no Setembro Amarelo.

Objetivos da campanha:

  • Quebrar o tabu em torno do tema suicídio;
  • Informar a população sobre fatores de risco e sinais de alerta;
  • Incentivar o diálogo aberto sobre saúde mental;
  • Divulgar formas de apoio e acolhimento.

Sinais de alerta:

  • Mudanças bruscas de humor;
  • Isolamento social;
  • Tentativa prévia;
  • Impulsividade;
  • Abuso de álcool e/ou drogas;
  • Alterações no sono;
  • Falas recorrentes sobre desesperança, morte ou se sentir um peso para os outros;
  • Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • Passar por situações difíceis, como divórcio, luto, crise financeira, doença grave;
  • Ter acesso a armas, locais altos e excesso de medicação.

Onde buscar ajuda no Brasil:

  • CVV (Centro de Valorização da Vida): 188 (ligação gratuita, 24h por dia);
  • CAPS (Centros de Atenção Psicossocial);
  • UBS (Unidades Básicas de Saúde);
  • Hospitais de referência em saúde mental.

Falar é a melhor solução. Conversar sobre sofrimento não incentiva o suicídio — ao contrário, pode salvar vidas.